Não conte para ninguém
Denunciar aquilo que me nos mal. Expor a mais profunda dor. Escrever as palavras mal(ditas). A discussão referente à violência contra a mulher em ambientes universitários é o centro do projeto de poética Não conte para ninguém. Ao possibilitar que aquela que é sempre silenciada fale, proponho-me a revelar o que é interditado. Não há antecipação de como o trabalho irá se inserir nas discussões daqueles/as que verão as ações realizadas. No entanto, uma das expectativas é a vontade de que esse trabalho seja incorporado às redes sociais, para que eu possa perceber o impacto do projeto. As intervenções urbanas são frutos de uma desordem interna e se relacionam com a minha própria experiência e com as de outras mulheres. Considero que restringir a inserção do meu caos somente a espaços formais da universidade não é o suficiente. Sendo assim, inicio meu manifesto em um território social mais ampliado, mas que, paradoxalmente, se caracteriza pela intimidade, pelo anonimato, e como via de comunicação comumente usada para trocas entre pessoas desconhecidas: as portas dos banheiros públicos. (2017).
Palavras-chave: Artes Visuais; violência de gênero; inscrições em banheiros públicos; ambiente universitário.



